"Obras Carinhosas"
Por Geni Tolloto, professora de Ballet

Trabalho há 14 anos com a classe de Ballet Adulto, e neste extenso período tenho recolhido as mais variadas experiências no sentido de orientar e encorajar estas pessoas a atingirem de forma suave os seus anseios pela dança.

Trabalho há 14 anos com a classe de Ballet Adulto, e neste extenso período tenho recolhido as mais variadas experiências no sentido de orientar e encorajar estas pessoas a atingirem de forma suave os seus anseios pela dança.
Normalmente as motivações
que as trazem a procurar esta Arte são as mais variadas: pode ser um sonho de
criança que agora procuram realizar; o fato de terem estudado Ballet quando
crianças e mantido o desejo de serem bailarinas; ou apenas uma opção agradável
para trabalharem-se fisicamente.
Este é um trabalho muito
diferenciado das outras faixas etárias.
Preciso me envolver sensivelmente, pois esta jornada tem primeiramente o intuito de levar as alunas a desatarem-se do medo e da insegurança que a idade traz consigo, do receio de não acompanharem ou entenderem os movimentos e as diversas coordenações que implicam no andamento de uma aula.
Além disso, elas temem também os seus limites físicos, como a diminuição da elasticidade e da força física geral, dificuldades que eu levo a serem trabalhados sutilmente, sem que sofram.
Preciso me envolver sensivelmente, pois esta jornada tem primeiramente o intuito de levar as alunas a desatarem-se do medo e da insegurança que a idade traz consigo, do receio de não acompanharem ou entenderem os movimentos e as diversas coordenações que implicam no andamento de uma aula.
Além disso, elas temem também os seus limites físicos, como a diminuição da elasticidade e da força física geral, dificuldades que eu levo a serem trabalhados sutilmente, sem que sofram.
Quando coreografo para
elas são sempre “Obras Carinhosas”.
Escolho com cuidado os movimentos a serem trabalhados para que consigam encontrar-se consigo mesmas e com suas emoções durante a dança, deixando aflorar os seus sentimentos mais profundos, inteirando corpo e alma, e dando um sentido muito maior ao que fazemos.
Escolho com cuidado os movimentos a serem trabalhados para que consigam encontrar-se consigo mesmas e com suas emoções durante a dança, deixando aflorar os seus sentimentos mais profundos, inteirando corpo e alma, e dando um sentido muito maior ao que fazemos.
A dança para muitas
alunas se torna uma experiência de vida, algo que se transforma numa ajuda para
exteriorizar e administrar as suas emoções. Esta experiência se estende para a
vida!
É maravilhoso presenciar
quando uma aluna vence obstáculos, como por exemplo, a sua timidez, e vem a se
tornar uma pessoa segura, bem posicionada durante as aulas, ficando
visivelmente amadurecida neste aspecto.
Pude receber o depoimento
muito significativo de uma aluna, do quanto sua timidez antes do Ballet
paralisava sua vida, a ponto de ir a festas ou eventos públicos e se sentir
envergonhada, fechada, ficando sempre no seu canto, com vergonha de se
expressar.
Hoje em dia a sua mudança através da dança foi tão profunda a ponto de conseguir dirigir palestras, cursos e escrever livros construtivos e orientadores para a vida.
Hoje em dia a sua mudança através da dança foi tão profunda a ponto de conseguir dirigir palestras, cursos e escrever livros construtivos e orientadores para a vida.
Para mim, não há
recompensa maior do que presenciar as vitórias alcançadas, as mudanças
positivas comportamentais, saber que para algumas pessoas através do meu
trabalho com a dança, é possível complementar de forma agradável os seus
anseios, e até mesmo ajudar a descobrirem um novo sentido em suas vidas.
Imagens: Freepik.com e Arquivo Pessoal (Espetáculos "Gênesis", de 2017; e "Maravilhas do Oriente", de 2018- turmas de Ballet Adulto)

Obrigada, Mestra!

Obrigada, Mestra!






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